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Sargento do Corpo de Bombeiros é preso no Rio suspeito de envolvimento no caso Marielle Franco

04:09 Geral, Notícias 10/06/2020 - 12h09 Brasília Embed

Raquel Júnia

Uma operação conjunta da Polícia Civil e  do Ministério Público do Rio de Janeiro prendeu, nesta quarta-feira (10), mais um acusado de participação no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime que já completou mais de dois anos sem a total elucidação.

 

Sargento do corpo de bombeiros, Maxwell Simões Correa foi preso em casa, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste carioca, na operação chamada de Submersus 2.

 

Segundo o Ministério Público, ele atrapalhou de maneira deliberada as investigações sobre o assassinato ao ceder o próprio carro para guardar o arsenal bélico do ex-policial Ronnie Lessa, preso desde o ano passado apontado como um dos executores de Marielle e Anderson.


A operação cumpre também mandados de busca e apreensão em 10 endereços da capital ligados a Maxwell e outros quatro investigados. Os mandados foram autorizados pela 19ª Vara Criminal da capital. Chamou atenção a residência do sargento, localizada em um condomínio de casas de classe alta, em região nobre do Rio, onde também estava uma BMW X6 avaliada em cerca de R$ 170 mil.

 

O Ministério Público detalhou que no dia 13 de março de 2019, um dia depois que os ex-policiais Ronnie Lessa e Elcio Queiroz foram presos, denunciados como autores do crime, Maxwell ajudou a ocultar as armas de fogo de uso restrito e acessórios pertencentes a Ronnie.  Esse trabalho, segundo o MP,  foi feito junto com outros quatro denunciados:  esposa de Ronnie, Elaine Pereira Figueiredo Lessa; o cunhado do ex-policial, Bruno Figueiredo, além de José Marcio Mantovano e Josinaldo Lucas Freitas, que também já estão presos.


O arsenal estava escondido em um apartamento na zona oeste do Rio, de onde foi retirado com a ajuda do carro de Maxwell, para posteriormente ser descartado em alto mar.


Os promotores do caso afirmam que a obstrução de justiça praticada pelo bombeiro e outros quatro denunciados prejudicou de maneira considerável as investigações e destacam que a arma de fogo utilizada no crime ainda não foi localizada em razão das condutas criminosas dos cinco denunciados.

 

Segundo o Corpo de Bombeiros, Maxwell Correa ingressou na corporação em 1998 e está lotado no Grupamento de Busca e Salvamento, na Barra da Tijuca.

 

Em nota, a corporação afirmou que tanto a corregedoria quanto o serviço reservado participaram da operação e que aguarda as informações solicitadas sobre o processo para abrir um procedimento interno. O Corpo de Bombeiro diz que repudia veementemente qualquer ato ilícito e que segue à disposição para colaborar com as autoridades.

 

Diante de mais essa prisão, a irmã de Marielle, Anielle Franco, destacou a importância de as investigações sobre o crime não terem sido federalizadas, como pedia a Procuradoria-Geral da República.

 

No ultimo dia 27 de maio o Superior Tribunal de Justiça negou a federalização das investigações, que havia sido pedida pela então procuradora-geral da República Raquel Dodge.  Na decisão, o STJ afirmou falta de indícios de que as instituições do Rio de Janeiro não tenham condições de desvendar o crime e punir os autores.

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