Opas defende que todos os países tenham acesso à vacina contra Covid-19 quando pronta

02:42 Internacional, Notícias 19/05/2020 - 17h35 Montevidéu Embed

Marieta Cazarré

Em coletiva de imprensa virtual realizada nesta terça-feira (19), a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) defendeu que, quando a vacina contra o novo coronavírus estiver pronta, todos os países devem ter acesso, independentemente de suas capacidades de pagamento. O brasileiro Jarbas Barbosa, diretor adjunto da organização, afirmou que a vacina poderá estar pronta para ser fabricada dentro de um ano.

 

Atualmente, segundo Barbosa, são mais de 100 projetos de vacinas em desenvolvimento, alguns com testes iniciados em humanos, e outros que já concluíram a primeira fase dos ensaios em humanos, que é a  fase 1. Esse avanço, na avaliação do diretor da OPAS, é o resultado da cooperação global em busca de uma vacina que talvez em um ano esteja pronta para ser fabricada.

 

Jarbas Barbosa disse que a Opas trabalhou com sócios internacionais para garantir que os países da região tenham acesso à vacina contra o coronavírus quando ela estiver disponível, independente da capacidade de pagamento de cada país, mas baseado na solidariedade, um dos pilares da Opas.

 

Marcos Espinal, diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis da Opas, afirmou que, em relação ao uso da hidroxicloroquina ou da cloroquina, não há nenhuma prova que
indique ser recomendável o uso durante a Covid-19.

 

Ele disse que a organização ainda não tem resultados dos ensaios clínicos que sustentem a eficácia desses dois remédios. Espinal lembrou que o uso de ambos é decisão de
cada país, e que a recomendação da Opas é muito clara pela não utilização da hidroxicloroquina ou da cloroquina nesse momento., uma vez que estudos apontam para uma alta taxa de efeitos colaterais.

 

Espinal ressaltou, ainda, que é importante os países transmitirem mensagem consistente, em consonância com as recomendações da Opas e da Organização Mundial da Saúde (OMS), para evitar que a população não saiba a quem deve escutar.

 

Questionado sobre a estratégia da "imunidade de rebanho" defendida por alguns países, Sylvain Aldighieri, Gerente de Incidentes do organismo, disse que essa não é a estratégia recomendada pela OMS, nem pela Opas.

 

O dirigente da Opas ressaltou que os eixos e a estratégia de resposta da organização se baseiam na detecção dos casos, no isolamento desses casos, na identificação das pessoas que estiveram em contato com infectados, a quarentena deles, o manejo clínico para salvar vidas, e a implementação das medidas de saúde pública, com todas as suas etapas.

 

O especialista também falou sobre a importância de reforçar a prevenção e o controle da Covid - 19 em populações vulneráveis. "Estamos falando de pessoas vulneráveis, de povos indígenas, não somente na região Amazonas, mas também nos Andes e na América Central. Além dos afrodescendentes, que são minoria em alguns países. afirmou Aldighieri.

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