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Sérgio Cabral afirma que sua esposa sabia da existência de caixa 2

02:44 Justiça, Notícias 10/02/2020 - 22h28 Rio de Janeiro Embed

Fabiana Sampaio

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, admitiu pela primeira vez nesta segunda-feira, em depoimento, que sua esposa Adriana Ancelmo sabia que ele tinha um caixa paralelo.


“Ela sabia que eu tinha um caixa paralelo, claro, sabia que meus gastos eram incompatíveis com a minha receita formal. Uma companheira de quem esteja nessa situação, que vai no processo e vai convivendo, mas na verdade ela não sentou com nenhum fornecedor. Não estou dizendo isso para protegê-la, mas ela usufruiu largamente”.


Cabral prestou depoimento ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal. O ex-governador teve o acordo de colaboração premiada com a Policia Federal homologado pelo STF, e foi ouvido também pela primeira vez nessa condição, ainda que, segundo o juiz Bretas, a informação não tenha sido formalizada à Justiça Federal.


De acordo com denúncia do Ministério Público Federal, o ex-governador, sua esposa e os outros dois réus lavaram mais de R$ 3 milhões desviados dos cofres públicos, por meio de notas fiscais falsas referente a serviços prestados pelo escritório de Adriana a uma rede de restaurante japonês.


Cabral confirmou que o escritório de advocacia de Adriana foi usado para lavagem de dinheiro.


“Eu confirmo a emissão de notas fiscais por parte do escritório da minha mulher Adriana para acolher, atender a uma demanda dessa empresa com recursos de valores indevidos obtidos por mim”.


Adriana Anselmo também prestou depoimento nesta segunda-feira, mas exerceu o direito de ficar calada e apenas se limitou a reafirmar os termos do depoimento anterior no processo, no qual negou que o escritório tenha usado para lavagem de dinheiro.


O advogado de defesa de Adriana, Alexandre Lopes, afirmou em nota que não vê como é possível levar a sério o novo depoimento de Sérgio Cabral. Para ele, o ex-governador quer confessar tudo o que lhe for perguntado a fim de conseguir benefícios, em razão de condenações que chegam a quase 300 anos.

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