Novas pesquisas podem aumentar produção de biocombustíveis

06:00 Pesquisa e Inovação, Especiais 23/08/2015 - 18h56 Belo Horizonte Embed

Vanessa Bugre, Rádio UFMG

O consumo atual de biocombustível no Brasil é da ordem de 14 milhões de toneladas. Falando assim, até parece um número alto, mas se compararmos com o crescimento de outros países, mostra que deixamos de ser os “reis” do biocombustível.

 

Até o início dos anos 2000, o Brasil consumia 7 milhões de toneladas do produto, enquanto nos Estados, o consumo era de 4 milhões de toneladas e a Europa quase não tinha mercado. Mas o último balanço feito pela Comissão Europeia, em 2012, mostra que a trajetória de crescimento do biocombustível no país está aquém da tendência mundial.

 

Em pouco mais de uma década, enquanto o consumo no Brasil dobrou - indo de 7 milhões para 14 milhões - nos Estados cresceu sete vezes, passando de 4 milhões para 28 milhões. Na Europa, saiu praticamente de zero para um consumo na mesma escala do Brasil, na ordem de 14 milhões de toneladas.

 

Mas o que pode ser feito para reduzir os problemas relacionados a produção dos biocombustíveis no Brasil? Na avaliação do professor da UFMG e vice-coordenador do programa de pós-graduação em biocombustível da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, José Fabris, é necessário investir em tecnologia.

Mas quanto se fala em tecnologias no processo de produção de biocombustível,  estamos falando de quê? Atualmente existem diferentes pesquisas envolvendo o combustível no país.

Estudos que vão buscar as melhores formas de coletar as matérias primas, melhoramento genético e reaproveitamento de resíduos, entre outros. Mas essas pesquisas muitas vezes são interrompidas por falta de equipamentos e laboratórios. Isso é o que aponta o professor e coordenador do Laboratório de Biocombustíveis da Universidade Federal de Uberlândia, Valdomiro Borges.

Apesar dos entraves para conduzir pesquisas envolvendo biocombustível,  Minas Gerais tem se destacado nesse cenário, como explica o professor e coordenador do Laboratório de Biocombustíveis da Universidade Federal de Uberlândia, Valdomiro Borges.


A UFMG é outra universidade que ocupa um papel importante. Atualmente a Universidade Federal de Minas Gerais desenvolve projetos que reduzem o tempo da produção de biodiesel e que podem baratear o custo final do produto, como explica o professor do Departamento de Engenharia Mecânica da UFMG, Leandro Oliveira, que é um dos responsáveis pelo projeto.

Segundo a assessoria do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, existem vários investimentos em pesquisas e tecnologias para a produção de biocombustivel no Brasil. Investimentos que vão para os setores de agricultura e energia por exemplo. Mas a falta de uma estatística oficial para calcular essas iniciativas difusas dificulta a visualização desses investimentos.

 

Ainda de acordo com a pasta, esses dados ainda não são contabilizados de uma forma separada, porque os investimentos são categorizados com base em um acordo internacional para facilitar a comparação entre nações. Dentro desse acordo, não existe uma categoria biocombustível. Um dos motivos é que o setor ainda é considerado muito novo. 

 

Já a Petrobras vai investir US$ 2,3 bilhões até 2018 para manter o crescimento em biocombustíveis, em linha com o mercado doméstico de gasolina e diesel. O nosso objetivo até 2030 é ter participação de 24% no mercado de biodiesel e de 15% no de etanol.

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