Série especial explica importância dos biocombustíveis

05:31 Pesquisa e Inovação, Especiais 19/08/2015 - 14h29 Belo Horizonte Embed

Vanessa Bugre, Rádio UFMG

Com origem biológica, os biocombustíveis têm como principal base os vegetais, tais como, milho, soja, cana-de-açúcar, mamona e babaçu.  Até o lixo orgânico pode ser usado para a fabricação de biocombustível. O etanol e o biodiesel são os biocombustíveis líquidos mais conhecidos.

 

Mas quais são as vantagens e desvantagens desse tipo de combustível? De acordo com alguns especialistas a produção de biocombustível consome muita energia e baseia-se em culturas intensivas, que produzem um gás com efeito de estufa e o óxido de azoto, que também têm efeitos no aquecimento global.

 

Apesar disso, o produto traz menos impactos para o meio ambiente que os combustíveis tradicionais derivados do petróleo. Segundo a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene, ao abastecer sua frota urbana de ônibus com a mistura de 20% de biodiesel no diesel fóssil, as 40 cidades brasileiras com mais de 500 mil habitantes podem diminuir em até 70% as emissões de CO2 causadas pela produção do combustível.

 

A entidade estima ainda que 300 milhões de litros de combustível fóssil deixariam de ser consumidos, evitando a emissão de mais de meio milhão de toneladas de CO2 pelo transporte público dessas cidades. O professor da UFMG e vice-coordenador do programa de pós-graduação em biocombustível da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, José Domingos Fabris, dá o exemplo do etanol para explicar a influência do bicombustível na emissão de gases poluentes na atmosfera. 

 

Mas para que os biocombustíveis se tornem cada vez mais aliados da natureza, é preciso uma força da ciência. Isso porque o rendimento do etanol nos carros flex é, em média, 30% mais baixo que o da gasolina, tanto na cidade quanto na estrada, o que reduz a margem de compensação ambiental desse tipo de combustível. O alerta é do pesquisador do Laboratório de Biocombustível da UFMG, Ramon Molina Valle. O professor destaca que já estão sendo desenvolvidos estudos na UFMG para otimizar os motores e reduzir esse problema.


O professor da UFMG e vice-coordenador do programa de pós-graduação em biocombustível da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, José Fabris, explica que os resíduos da produção de biocombustíveis, como a vinhaça e a glicerina, também são algumas das desvantagens. Mas José Fabris acredita que esses problemas podem ser reduzidos.

Atualmente o percentual obrigatório de biodiesel misturado ao óleo diesel no Brasil é de 7%. Já o percentual de etanol nas gasolinas comum e aditivada é de 27%. O Brasil é um dos países com maior presença de fontes renováveis de energia na matriz de transportes. Em 2014, a participação da bioenergia, ou seja, etanol e biodiesel, na matriz foi de 17,6%. Nos países desenvolvidos que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico as renováveis participavam com apenas 3,6% segundo os últimos dados, que são relativos à 2012, percentual influenciado pelo consumo de etanol dos Estados Unidos. Os dados são do Ministério de Minas e Energia. 

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