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Amostras de esgoto vão ajudar a mapear coronavírus em Niterói

03:48 Pesquisa e Inovação, Notícias 29/04/2020 - 13h57 Rio de Janeiro Embed

Raquel Júnia

 

O material genético do novo coronavírus foi encontrado no esgoto de Niterói, na região metropolitana do Rio. As informações foram divulgadas pela Fundação Oswaldo Cruz e pela prefeitura do município que firmaram uma parceria para o estudo.

 

Os pesquisadores explicam, no entanto, que a detecção do vírus no esgoto não representa um risco a mais para a população, já que não há potencial de contágio. O objetivo é utilizar as amostras de esgoto para identificar regiões com presença de casos da doença, mesmo aquelas que ainda não foram notificadas no sistema de saúde. Com isso, seria possível detectar novos casos precocemente, inclusive de assintomáticos, e evitar a propagação do coronavírus.

 

A pesquisadora Marize Miagostovich, chefe do Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental do Instituto Oswaldo Cruz  (IOC/Fiocruz) explica que o esgoto funciona como um reflexo dos microorganismos causadores de doenças que estão circulando entre a população. Dessa forma, os resultados da pesquisa podem ser muito úteis para o planejamento de ações de saúde pública.

 

"Quando você faz uma pesquisa de esgoto, você estuda um grande número de indivíduos. Se a gente detecta concentração de vírus muito alta no esgoto e não há ainda casos nessa comunidade, provavelmente, ou a gente está tendo subnotificação ou um grande número de casos assintomáticos".

 

Estão sendo coletadas amostras de esgoto em 12 pontos da cidade. As primeiras coletas foram feitas no dia 15 de abril e a primeira fase da pesquisa deve durar inicialmente quatro semanas. A detecção do material genético do coronavírus foi feita já na coleta da primeira semana em três troncos coletores em Icaraí, o bairro do município com maior número de casos, o que corroborou as potencialidades da pesquisa, e também nas entradas de duas estações de tratamento de esgoto.

 

A pesquisadora reforça que o estudo não indica nenhuma possibilidade de que o coronavírus seja contraído por meio de contato com as fezes ou contaminação dos cursos hídricos, como ocorre com outras doenças. "O coronavírus é um vírus respiratório que não sobrevive no esgoto. O que a gente detecta nas fezes é o material genético".

 

Os pesquisadores ressaltam que a via respiratória é o principal modo de transmissão do coronavírus, através de gotículas geradas pela tosse ou espirro. Os resultados da segunda e terceira semanas ainda estão em fase de processamento. Os pesquisadores utilizaram uma metodologia já tradicionalmente empregada para concentração de vírus em esgotos, inclusive indicada pela Organização Mundial da Saúde.

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