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Aumenta número de crianças mortas por tiros na Região Metropolitana do Rio, aponta Fogo Cruzado

04:07 Segurança, Notícias 13/07/2020 - 20h51 Rio de Janeiro Embed

Fabiana Sampaio

O número de crianças mortas após serem baleadas na região metropolitana do Rio de Janeiro, nos primeiros seis meses deste ano, dobrou em relação ao mesmo período de 2019, de acordo com dados da Plataforma Fogo Cruzado.


No primeiro semestre de 2020, seis crianças morreram baleadas, contra três no mesmo período do ano passado. No total, 17 crianças foram atingidas por tiros no período, um aumento de 70% na comparação com 2019.


Os números da violência armada, no entanto, caíram entre os adolescentes:  24 foram baleados nos primeiros 6 meses de 2020 e 11 morreram. No mesmo período do ano passado, 46 jovens entre 12 e 18 anos foram feridos por bala e 19 foram mortos.


Um dos casos de grande repercussão ocorreu em 18 de maio, quando o adolescente João Pedro, de 14 anos, morreu após levar um tiro de fuzil nas costas enquanto brincava com primos na casa de parentes, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, durante uma operação da Polícia Federal com o apoio da Polícia Civil. A perícia contou 72 marcas de tiros na casa onde João estava.


E no dia 7 de junho, Enzo, de apenas 4 anos, foi morto após ser baleado na sua própria festa de aniversário, na hora do "parabéns". O caso aconteceu em Piabetá, na Baixada Fluminense. O autor do crime foi preso em flagrante.


A gestora de dados do Fogo Cruzado, Maria Izabel do Couto, destaca que nesse cenário de violência armada as crianças ficam em situação vulnerável.


Apesar do aumento no número de crianças que morreram atingidas por tiros, o número de tiroteios mapeados pela plataforma no Grande Rio caiu 38% no primeiro semestre deste ano. A redução é positiva, mas Maria Isabel do Couto considera que os números ainda são elevados.


Outro dado impactante é o de que 16 pessoas foram feridas a bala dentro de casa e 10 delas morreram. Entre as causas estão disparo acidental, homicídio, tentativa de roubo, execução, ação policial, bala perdida e ataque a civis, segundo a plataforma.


Também houve queda de 43% no número de agentes de segurança baleados, de acordo com a Fogo Cruzado. Foram 72 registros, sendo que 32 morreram.


A plataforma lembrou o caso do agente da polícia federal Ronaldo Heeren, encontrado morto por policiais militares dentro de uma viatura da Polícia Federal descaracterizada, na favela do Rola, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Heeren tinha ido fazer uma intimação no local, acompanhado de outro policial, que conseguiu fugir e se esconder.

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